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Governo de São Paulo publicou 1.049 nomeações nesta sexta-feira, mas número é insuficiente para cobrir déficit do sistema prisional

 

O governo de São Paulo publicou nesta sexta-feira, 14/04, no Diário Oficial do Estado, a nomeação de 1.049 novos servidores do sistema prisional. Fazem parte da lista 675 agentes de segurança penitenciária(ASPs) masculinos, 75 ASPs femininos e 299 agentes de escolta e vigilância penitenciária(AEVPs). Os novos servidores foram aprovados nos concursos de 2013 e 2014, da Secretaria de Administração Penitenciária(SAP).

 

Para o presidente do SIFUSPESP, Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá, esse número é insuficiente para cobrir o déficit do sistema prisional. Jabá também diz que o governo paulista precisa definir com urgência um cronograma de contratações para o sistema prisional. “Essa organização pode ser benéfica para os candidatos e para todo o sistema, porque o futuro servidor espera anos sem ter noção de quando será convocado e, enquanto isso, o déficit da SAP aumenta, causando insegurança a quem já trabalha em contato com os presos”, afirma.

 

Em março, o presidente do SIFUSPESP participou de um ato na Assembleia Legislativa do Estado ao lado de outros servidores cobrando o cronograma da SAP. A demanda ganhou apoio do deputado estadual Alencar Santana Braga(PT), que cobrou transparência da SAP na divulgação das contratações por meio de uma indicação.

 

No documento oficial, o parlamentar alegou que a ausência de um cronograma de contratações causa grande transtorno aos funcionários públicos em atividade devido à crise que o sistema prisional atravessa, sobretudo devido à superlotação das unidades e à violência que atinge os agentes penitenciários, cada vez em menor número.

 

Fábio Jabá lembra que a SAP perde cerca de 3 mil servidores por ano devido a aposentadorias, licenças e outros motivos de saída do quadro funcional da pasta, o que eleva ainda mais o déficit e torna o número de nomeações feitas nesta sexta-feira obsoleto diante das necessidades do sistema, em meio a uma crise sem precedentes que leva a agressões de servidores, rebeliões e destruição de unidades prisionais,

 

Por outro lado, a falta de transparência causa angústia na categoria, que não tem ideia do andamento do processo de contratação e fica à mercê das publicações da SAP no Diário Oficial.

 

Diante desse cenário, o presidente do SIFUSPESP se comprometeu a atuar ao lado da nova diretoria do sindicato no sentido de aumentar a assistência aos concursandos que aguardam pela chamada da SAP, inclusive como forma de aumentar a pressão sobre a secretaria e garantir, assim, a aprovação de um cronograma de contratações e transparência no processo do concurso público.

SIFUSPESP afirma que benefícios da carreira policial precisam ser estendidos aos agentes penitenciários imediatamente

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polícia penal

SIFUSPESP afirma que benefícios da carreira policial precisam ser estendidos aos agentes penitenciários imediatamente

 

O Supremo Tribunal Federal(STF) proibiu agentes penitenciários, bombeiros, policiais civis e militares de fazerem greve, em decisão adotada nesta quarta-feira, 05/04. Por 7 votos a 3, entre eles o do ministro Alexandre de Moraes, ex-secretário de segurança pública do Estado de São Paulo, o Supremo alegou que os servidores não podem cruzar os braços para reivindicar melhorias salariais e de seus benefícios.

 

A alegação da mais alta corte do país é de que as forças de segurança pública são parte de um serviço “essencial” à ordem do Brasil, igualando, na prática, a proibição feita aos integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. As negociações por melhores salários e condições de trabalho seriam feitas através dos sindicatos, com auxílio da Justiça.

 

A decisão, com relatoria do ministro Edson Fachin, teve como base ação do governo de Goiás contra uma greve promovida pelos policiais civis do Estado. Como foi fixada uma tese pelo Supremo, a decisão deve embasar todas as demais instâncias do Judiciário em casos parecidos envolvendo outros servidores da segurança pública.

 

Para o SIFUSPESP, que luta há anos pelo reconhecimento da categoria como parte das forças de segurança pública, a medida adotada pelo Supremo de impedir paralisações e movimentos paredistas exige a contrapartida imediata da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional(PEC) 308/2004, que cria a Polícia Penal.

santa casa sorocabaFoto: Homem aguarda atendimento no corredor da Santa Casa. Reprodução TV TEM

Hospital não conta com estrutura adequada para atendimento menos de um mês antes de começar a receber pacientes do IAMSPE

 

Definido como o hospital de atendimento dos servidores do sistema prisional e de outros funcionários públicos que dependem do Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual(IAMSPE) em Sorocaba, a Santa Casa da cidade está passando por uma situação de calamidade.

 

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Entidade comandada por Daniel Grandolfo é responsável por ação judicial que promoveu desconto nos holerites dos ASPs em abril

 

O SIFUSPESP vem a público para esclarecer aos agentes de segurança penitenciária(ASPs), filiados ou não ao Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo, que não recebe valores referentes à cobrança obrigatória do imposto sindical.

 

O reforço dessa informação faz-se necessário após o questionamento de alguns servidores sobre a devolução do imposto sindical que o Sindasp-SP alega ter feito a seus associados, conforme matéria publicada em seu site.

 

De acordo com o Departamento Jurídico do SIFUSPESP, o Sindasp-SP tenta, há vários anos, fazer o desconto do imposto sindical com base em decisões judiciais liminares.

 

Além de sempre ter sido contra a contribuição obrigatória, o SIFUSPESP ainda aguarda por um recurso interpelado junto ao Superior Tribunal de Justiça(STJ), em que solicita que o imposto não seja cobrado dos ASPs. Recentemente, após nova investida do Sindasp, o STJ permitiu que a contribuição fosse depositada em uma conta judicial.

 

É por isso que no holerite dos agentes de segurança penitenciária do mês de abril de 2017 estão vindo os descontos em seus vencimentos. São valores referentes ao imposto sindical cobrado insistentemente pelo Sindasp-SP, que o STJ permitiu que fossem para essa conta.

 

O Sindasp-SP mente ao dizer que, em anos anteriores, fez a devolução dos mesmos. Os valores descontados em 2014, por exemplo, estão em outra conta judicial. Os de 2015 voltaram para o bolso dos servidores depois que a Justiça acatou ações propostas pelo Departamento Jurídico do SIFUSPESP. Em 2016 não houve desconto.

 

Com a desculpa de que esse dinheiro será usado para “defender os direitos dos servidores”, a Força Sindical, central da qual o Sindasp-SP faz parte, ainda almeja uma regulamentação do imposto a nível federal, e para isso negocia com o governo Michel Temer seu apoio à reforma trabalhista e uma menor resistência à reforma da previdência.

 

Servidor, fique atento! O não desconto do imposto sindical é um direito seu, e o SIFUSPESP luta para que você não seja prejudicado.

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A Santa Casa de Sorocaba deve começar a atender os servidores do sistema prisional e outros funcionários públicos estaduais até o final do mês de abril. A informação foi confirmada pela diretora do Centro de Assistência Médica Ambulatorial(CEAMA) da cidade, Zeneide Milan, durante reunião realizada na sede do SIFUSPESP em Sorocaba no último sábado, 25/03.

carteirajt1 1Entidades se vendem ao desastroso projeto de terceirização geral com o objetivo de explorar servidores do sistema prisional e de outras categorias

 

Notícia publicada pelo jornal Folha de São Paulo no último sábado, 25/03, afirma que “centrais sindicais” estariam negociando com o governo Michel Temer apoio à proposta de reforma trabalhista e do projeto de terceirização geral irrestrita aprovado pela Câmara na última semana. A contrapartida seria a aprovação, pelo Congresso Nacional, de um projeto que regulamente a cobrança da contribuição sindical obrigatória.

 

A íntegra da matéria está disponível no link: http://m.folha.uol.com.br/mercado/2017/03/1869642-por-volta-de-contribuicao-centrais-oferecem-oposicao-menor-a-reforma.shtml?cmpid=newsfolha

 

Lideram essa campanha vergonhosa a Força Sindical e outras centrais sindicais satélites menores, como a União Geral dos Trabalhadores(UGT), a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), que representam apenas 37% dos trabalhadores do país. Uma minoria que quer sugar a maioria e que, além de apoiar a reforma trabalhista, também diminuiria sua resistência à reforma da previdência.

 

O Sindasp, que é filiado à Força Sindical, entra no jogo para novamente atacar o bolso do servidor em sua tentativa desesperada de arrecadação do imposto sindical, cobrando inclusive daqueles agentes penitenciários que NÃO SÃO FILIADOS à entidade.

 

O SIFUSPESP sempre foi e continua sendo contra a cobrança por entender que o funcionário do sistema prisional deve ter o direito e a liberdade de escolher quem é a entidade que lhe representa e, dessa forma, destinar se assim quiser valores para colaborar com o sindicato que vai utilizar esses valores na defesa dos seus direitos, não contra eles.