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A votação e aprovação da reforma da Previdência do funcionalismo paulista, nos dias 3 e 4 de março, foram um baque para todos os servidores e servidoras públicos do Estado de São Paulo, e não foi diferente no sistema prisional onde já amargamos com salários baixos, precariedade e desvalorização. 

A sensação de derrota é dói, principalmente porque as mudanças não afetam a cada um e cada uma individualmente, mas também os nossos familiares que pagam junto o alto preço do pacote de maldades do governador João Doria (PSDB) - este que, quando candidato, em debate com Márcio França, prometeu que não mexeria na Previdência do funcionalismo. Além de mais uma entre outras tantas mentiras, o desrespeito e a inconsciência sobre a importância da prestação dos serviços públicos tão necessários à população. 

Apesar desta perda, não luta por nem vontade e garra por parte do Sindicato e da categoria. Buscamos alianças com outros sindicatos, dialogamos não só com deputados da oposição, mas também da base de Doria na Assembleia Legislativa (Alesp). 

Nós nos reunimos com líderes do governo, realizamos mobilizações de rua e na Alesp, promovemos ações nas redes sociais, disponibilizamos ônibus para que a categoria pudesse vir à capital para protestar, fizemos de tudo na tentativa de barrar ou ao menos amenizar o mal da aposentadoria indigna.  

É fato que perdemos a batalha contra a reforma previdenciária, mas não a guerra em defesa do funcionalismo, pois esse embate é permanente e temos que seguir adiante porque continua a sanha do governo estadual por destruição dos servidores e dos serviços públicos, mascarada pela ideia enganosa de “enxugar” e reduzir o Estado como se nosso povo pudesse viver sem a prestação destes serviços. 

Estado “mínimo” para a população e para os servidores, mas “Estado máximo” para os empresários? Só de isenções fiscais às empresas pelo governo estadual, serão R$ 20 bilhões neste ano! Sem contar outros R$ 300 bilhões devidos por essas mesmas empresas que o Estado não cobra, e nós é que temos que pagar a conta? 

Por isso, guerreiros e guerreiras do sistema prisional, temos que manter a cabeça erguida e seguirmos no embate, ou vamos amargar com mais perdas de direitos e, como sempre ressalto, é a união da categoria que pode trazer transformações - dia 18 de março tem greve geral unificado do funcionalismo e a Operação Legalidade em todas as unidades exige engajamento maciço. 

O troco virá nas urnas, sim, porque deputado e deputado que votou “sim” à reforma da Previdência é inimigo das polícias e não tem que voltar reeleito à Alesp de forma alguma. Não vamos nos esquecer desses traidores vendidos. Mas o aqui e agora exigem nossa ação e manutenção da batalha. A guerra em defesa do funcionalismo continua! Todos e todas à Operação Legalidade! 


Fábio César Ferreira
Presidente - SIFUSPESP