compartilhe>

O fato ocorreu na PFC na hora da tranca, na última terça-feira (24/04)

 

Uma Agente de Segurança Penitenciária sofreu agressão de uma presa na noite da última terça-feira (24/04), na Penitenciária Feminina da Capital (PFC). O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP), representado por seu presidente Fábio César Ferreira - o Jabá - e o coordenador da regional da capital e grande São Paulo, Antônio dos Santos, o Nicola, esteve na PFC para dar apoio a funcionária.

Na quinta-feira (26/04), o presidente do SIFUSPESP retornará a PFC para reunião com a diretoria da penitenciária para tratar do ocorrido e confirmar se todas as medidas cabíveis foram tomadas a respeito do caso.

A ASP sofreu socos, pontapés, foi derrubada, teve seus óculos quebrados. Apresenta escoriações e hematomas aparentes, principalmente na região da cabeça. O presidente do sindicato também acompanhou a ASP até a delegacia para que a mesma fizesse um adendo no Boletim de Ocorrência.

“O sindicato continua presente para dar todo apoio a funcionária, que além de fisicamente machucada, também sofre grande abalo emocional, já que as precárias condições de trabalho e baixo número de efetivo tornam-se mais evidentes em tais situações. A sensação de insegurança, ansiedade e medo que trabalhador sente dentro da penitenciária tem razão de ser: sua vida corre perigo no tempo do piscar de olhos”, disse o coordenador Antônio dos Santos, o Nicola.

Segundo informações dos funcionários que presenciaram o fato, os companheiros de serviço, que também estavam na tranca, ao escutar gritos de socorro correram para retirar a companheira da situação de risco e com menos danos possíveis.

“É lamentável, porém, como sabemos, recorrente. Levantamos a bandeira da união. Este deve ser nosso foco para acabar com as agressões contra funcionários que ocorrem nas unidades prisionais do Estado de São Paulo. Vamos nos unir a ponto de mostrar para o Estado e para a população carcerária o quanto somos fortes juntos, o quanto somos organizados, não pelo crime. Temos que chegar a uma união que nos permita parar as cadeias de São Paulo. Nossa situação não vai mudar se não nos unirmos”, afirmou Jabá.

 

Agressão

A agressão ocorreu no momento da tranca: momento de tensão, quando todos os funcionários se ocupam com o fechamento das celas, controle dos presos no caso de alguma agitação, além da observação a área externa.

“A ASP que encontrou a funcionária agredida não havia se dado conta do que estava acontecendo, ainda que com o chamado de apoio do HT. Terminou de fechar as portas do seu andar e quando se dirigia para dar apoio ao outro andar, deparou-se com a companheira já no chão, sendo surrada pela presa”, afirmou uma funcionária que não quer ser identificada.

“Um dos problemas mais do que claros é a quantidade de funcionários por presos, o que muitas vezes impossibilita dar o apoio. Superpopulação e déficit funcional são uma mistura como combustível e comburente. Se não há quem olhe por nós, que possamos ser a força um do outro, em união, como não cansarei de afirmar, para que os trabalhadores do sistema prisional parem de sofrer agressões e de viver à mercê das imensas falhas sistema”, concluiu o presidente do sindicato.