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Detentos foram enquadrados nos crimes de incêndio, dano e formação de quadrilha. Durante a rebelião, em janeiro, mais de 150 fugiram

 

A Justiça condenou dez presos pela destruição do Centro de Progressão Penitenciária Professor Noé de Azevedo, o CPP 3 de Bauru, alvo de uma rebelião seguida de incêndio e da fuga de 152 detentos em 24 de janeiro deste ano, quando três agentes de segurança penitenciária(ASPs) ficaram feridos. Dezenas deles ainda continuam foragidos.

A condenação determinou o cumprimento da pena inicialmente em regime fechado, e atendeu a ação do Ministério Público Estadual, que identificou os responsáveis por liderar o motim na unidade prisional e os enquadrou nos crimes de incêndio, dano e formação de quadrilha. Todos os condenados haviam sido capturados no mesmo dia da rebelião.

O CPP 3 está sendo reconstruído com mão-de-obra dos próprios sentenciados, após determinação da Secretaria de Administração Penitenciária(SAP), feita em março. Atualmente, a unidade conta com uma população de 506 presos, todos do regime semi-aberto, diante de uma capacidade para 1.124 detentos.