PESQUISA: CONDIÇÕES DE TRABALHO PDF Imprimir E-mail
Qua, 25 de Maio de 2011 12:10
Um olhar realista, desprovido de preconceitos, sobre a vida e a dura rotina de trabalho dos Agentes de Segurança Penitenciária em São Paulo: é disso que trata a tese de doutorado do pesquisador Arlindo da Silva Lourenço, pela Universidade de São Paulo – USP.

Psicólogo da SAP, Arlindo da Silva Lourenço acompanhou por 120 horas os plantões de ASPs de duas unidades prisionais da Região Metropolitana de São Paulo. Constatou o que o SIFUSPESP vive denunciando aos ouvidos tapados de boa parte da sociedade e do Governo do Estado: as péssimas condições de trabalho, a estrutura precária das unidades, as várias formas de desrespeito ao servidor, as tensões inerentes ao ofício, a recompensa injusta ao trabalhador, a insegurança constante, a falta de uma política verdadeira de ressocialização dos presos (cuja cobrança cai nos ombros do servidor, e não do Estado), a superlotação carcerária em contraste com o déficit de funcionários.

Tudo isso junto, aliado à falta de perspectiva de mudança nesse quadro, devasta a saúde física e mental do ASP.

A tese, que ganhou espaço na imprensa nos últimos dias, cita o esforço do SIFUSPESP em defender a categoria, inclusive na cobrança pelo fim da superlotação carcerária, pela implantação da aposentadoria especial, por condições dignas para o trabalhador do sistema e o respeito ao mesmo.

O pesquisador alerta: “Atrás dos muros ou das grades de uma prisão, funcionários adoecem, ou morrem, de forma silenciosa e sem grandes alardes”.

 

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